
Ressort: Menschliche Evolution
Achados arqueológicos na África do Sul mostram: nossos antepassados manipulavam chamas já 700.000 anos antes do que se presumia até agora. Ainda não conseguiam acender fogo por conta própria, mas aproveitavam incêndios naturais de forma deliberada.
O Homo erectus aproveitou-se do fogo muito antes de conseguir acendê-lo por conta própria. Pesquisadores espanhóis descobriram restos de fogueiras datadas de 1,8 milhões de anos – significativamente mais antigas do que se presumia até então.
Os cientistas utilizaram um método de análise não-invasivo baseado em luminescência para examinar as fogueiras. O resultado mostra: o Homo erectus manipulava chamas entre 1,07 e 1,79 milhões de anos, embora ainda não possuísse a capacidade de acender fogo. Tratava-se de um comportamento "oportunista" – os antepassados aproveitavam incêndios naturais, provocados por raios, por exemplo, e aprendiam a controlar e manter essas chamas.
Provavelmente um desses momentos ocorreu durante uma tempestade na atual África do Sul: Um raio atinge, o fogo surge, e de repente um novo mundo se abre para os antepassados. As chamas forneciam calor, proteção contra predadores e possibilitavam novas formas de preparar alimentos.
A capacidade de utilizar fogo de forma repetida e consciente marca um ponto de virada no desenvolvimento da humanidade. Esse avanço é considerado um dos mais significativos da nossa espécie – não porque os humanos conseguissem criar fogo, mas porque aprenderam a utilizá-lo em seu favor. As novas descobertas deslocam esse marco centenas de milhares de anos para trás e mostram como cedo nossos antepassados já desenvolveram comportamentos complexos.
Fontes
20:001/06/2026e00-elmundo.uecdn.es