Ressort: Prominenten-Nachruf
No 100º aniversário da lenda de Hollywood, fica evidente: o fascínio por Marilyn Monroe permanece intacto. Mídia em todo o mundo reconhece a complexidade de uma mulher que foi muito mais do que o símbolo sexual que a indústria fez dela.
Marilyn Monroe completaria 100 anos em 1º de junho – e o mundo cultural está atento. Augsburger Allgemeine relata como a artista foi costurada em seu vestido, comercializada por Hugh Hefner e transformada em figura artística icônica por Andy Warhol. Mas por trás dessa comercialização existe uma pessoa que até hoje levanta questões: quem era realmente Norma Jeane Baker?
ORF documenta que o fascínio permanece intacto mais de 60 anos após a morte prematura de Monroe em 1962. Isso se deve à multiplicidade do próprio fenômeno Monroe – ela não era apenas o símbolo sexual louro, mas também uma artista que levava seu ofício a sério. Télérama a reconhece como engraçada, intelectual e perfeccionista, qualidades que frequentemente foram ofuscadas na percepção pública.
Monroe morreu com apenas 36 anos, mas continua viva como ícone, relíquia e tela de projeção para gerações de pessoas que se veem refletidas na mulher por trás do cabelo louro. Berlingske explica como as pessoas até hoje tentam possuir Marilyn – através de filmes, obras de arte, mercadorias e especulações sobre sua vida.
O paradoxo: quanto mais a cultura pop se apropria e comercializa Marilyn Monroe, mais enigmática ela se torna. As retrospectivas do aniversário sugerem que talvez nunca compreendamos completamente quem foi essa mulher – e que justamente essa inapreensibilidade é o que lhe confere poder. Ela permanece como ícone do século XX porque suporta todas as projeções: glamour e rebeldia, vítima e artista, símbolo sexual e ser humano.
Fontes
18:0031/05/2026augsburger-allgemeine.de
