Ressort: USA-China-Beziehungen
Os EUA mostram sinais mistos na política em relação à China: enquanto o secretário de Defesa Hegseth adota uma retórica mais moderada, Trump planeja um novo conselho comercial para negociações. Simultaneamente, cresce a preocupação com o flanco oriental da NATO.
A administração Trump envia mensagens contraditórias no confronto com a China. O secretário de Defesa Pete Hegseth enfatizou no sábado que Washington continua comprometido com o Indo-Pacífico e deseja manter um equilíbrio de poder lá – porém em uma tonalidade significativamente mais moderada do que em declarações anteriores. Este anúncio sugere uma mudança de rumo, após Trump ter agido durante meses com tarifas e palavras duras contra Pequim.
Paralelamente, o governo dos EUA trabalha em uma nova estrutura institucional: Trump planeja um conselho comercial que deve mediar bilateralmente entre Washington e Pequim. Para a economia, o sinal é claro – empresas já se posicionam para possíveis reduções tarifárias e competem por subsídios de bilhões. Os detalhes exatos da nova agência permanecem por enquanto obscuros, mas a reação do mercado mostra: investidores contam com um relaxamento.
Mas nem todas as frentes se relaxam. No flanco oriental da NATO, cresce a preocupação com retiradas de tropas americanas anunciadas, que poderiam questionar a promessa do Artigo 5 da aliança. Aliados europeus temem que Washington se retire da região, enquanto a China expande sua presença militar – imagens de satélite mostram um complexo nuclear gigantesco no deserto chinês, que especialistas interpretam como preparação para cenários extremos.
Ao fundo, a questão de Cuba também ferve: Trump rejeita uma invasão e aposta em pressão econômica contra Havana. Isso sugere uma estratégia que aposta menos em confrontação militar – um padrão que também se desenha na política em relação à China.
Fontes
15:2630/05/2026oglobo.globo.com
