A crise na lendária série de revista de notícias escala: o correspondente Scott Pelley acusa a nova editora-chefe Bari Weiss de "destruir" o programa, enquanto dezenas de veteranos pedem ao chefe da Paramount que proteja a independência editorial.
Os conflitos internos em 60 Minutes se intensificaram em ataques abertos. Scott Pelley, correspondente de longa data do programa, acusou publicamente Bari Weiss de "assassinar" a transmissão, questionando tanto suas qualificações quanto as do novo produtor executivo. A troca revela tensões profundas entre a redação estabelecida e a nova estrutura de liderança sob Weiss, que como editora-chefe da CBS News dirige os destinos do programa.
Em paralelo, dezenas de ex-funcionários da CBS News assinaram uma carta ao CEO da Paramount Skydance David Ellison pedindo-lhe que preserve a independência editorial. Os veteranos respondem assim a uma onda de demissões que ocorreram sob a gestão de Weiss. Eles veem nisso um risco para a integridade jornalística do lendário programa.
A nova liderança sob Nick Bilton, produtor executivo indicado por Weiss, herda assim uma equipe desmoralizada e desafios estruturais consideráveis. Bilton deve lidar com altos custos de produção, posições entrincheiradas dentro da redação e perda de confiança, enquanto o programa entra em sua 59ª temporada. Também Bill Owens, o antigo produtor executivo, alertou publicamente contra a reestruturação pela atual liderança da CBS News e sugeriu que valores fundamentais do programa estão em risco.
A confrontação entre Pelley e Weiss simboliza um conflito geracional: jornalistas estabelecidos que defendem a independência encontram uma nova cultura de gestão que prioriza eficiência e controle. Críticos alertam que a mentalidade de "trabalho desonesto" – quem aceita o trabalho deve se tornar uma ferramenta – poderia afastar os melhores talentos. Para a Paramount e Ellison, será crucial como resolvem essas tensões sem danificar a credibilidade de um dos programas de notícias mais antigos e renomados.
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