Seção: Regierungsbildung
O presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, nomeou um novo governo – sem o partido Pastef de seu antigo aliado Ousmane Sonko. O ex-primeiro-ministro destituído anunciou que seu partido rejeita a participação no governo, agravando assim uma crise política.
O Senegal vive uma ruptura política dramática: o presidente Faye nomeou um novo governo que exclui deliberadamente o partido Pastef de Ousmane Sonko. Sonko anunciou em seguida que seu partido não participará do novo governo – apesar de a Pastef deter a maioria parlamentar.
O conflito escalou cerca de dez dias após a demissão de Sonko como primeiro-ministro. Faye removeu seu companheiro de longa data do cargo e se distanciou publicamente de seu próprio partido. Sonko assumiu então a presidência da Assembleia Nacional, sinalizando sua resistência à nova configuração governamental.
A crise política ameaça comprometer as negociações de dívida do Senegal com o Fundo Monetário Internacional. O país oeste-africano enfrenta uma crise de dívida e depende de financiamento externo. A instabilidade política interna poderia dificultar significativamente as negociações com o FMI.
A luta pelo poder entre Faye e Sonko marca uma ruptura profunda na aliança que os uniu por muito tempo. Faye tenta agora formar um governo sem seu rival – uma manobra arriscada diante da maioria Pastef no Parlamento. Sonko anunciou, com seu boicote, uma estratégia de bloqueio que poderia prejudicar significativamente o trabalho governamental.
A situação demonstra como as alianças políticas no Senegal podem se desintegrar rapidamente. Enquanto Faye tenta manter sua autoridade, Sonko usa sua força parlamentar como instrumento de pressão. Permanece incerto por quanto tempo essa situação de impasse será sustentável e se levará a novas eleições ou a uma crise governamental.
Fontes
22:201 de jun. de 2026straitstimes.com
