Seção: Regierungsskandal
Sumar, Comuns e Izquierda Unida atacam duramente o PSOE e exigem consequências pelas acusações de corrupção. Simultaneamente, sinalizam que continuarão a apoiar o governo Sánchez – o equilíbrio entre crítica e lealdade fica cada vez mais frágil.
Os parceiros de coligação esquerdistas do governo espanhol intensificam dramaticamente o tom contra o PSOE. O ministro da Cultura Ernest Urtasun exigiu no sábado em Barcelona que a sede do PSOE na rua Ferraz «não seja mais um fardo para a maioria progressista». Urtasun defendeu assim uma espécie de limpeza do partido face às crescentes acusações de corrupção.
A crítica vem de vários lados ao mesmo tempo. Os ministros do Sumar Bustinduy, Urtasun e García pressionaram Sánchez para finalmente tomar medidas concretas, em vez de esperar por explicações até 24 de junho. Também o PNV, um pilar importante do governo, fica impaciente: O partido basco criticou que «a atmosfera se tornou insuportável».
Paradoxo da situação: enquanto os parceiros de coligação pressionam publicamente o PSOE, reafirmam simultaneamente que manterão o governo Sánchez. Sumar, Comuns, Izquierda Unida e Más Madrid apresentaram-se como alternativa «limpa» e advertiram que a oposição de direita não deve usar os casos de corrupção como pretexto para derrubar o governo. A mensagem é clara: ficamos, mas apenas se agirdes.
A pressão sobre Sánchez cresce de todos os lados. O secretário-geral do PP Miguel Tellado aproveitou a oportunidade para pedir ao PNV que escolha entre Sánchez e a democracia. O próprio Sánchez compareceu no sábado no congresso da Juventude Socialista, sem até agora responder às acusações. A coligação mantém-se – mas a fissura torna-se visível a cada dia.
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